Passei algum tempo pensando sobre o que escreveria...
Percebi que tinha que escrever sobre algo que sei... que conheço bem...
De repente sobre alguma situação que estou passando
Sobre todas as coisas que estou pensando!
Então decidi escrever sobre o meu vô.
Por que? Porque essa semana é aniversário dele,
E como nada mais posso fazer
Fica aqui uma pequena homenagem ao melhor homem que já conheci!
Meu vô Juvêncio é “o” cara!
Se você passar um ano com ele, você ouve duas histórias diferentes por dia,
Todos fatos que aconteceram com ele.
Mesmo assim, ouvindo tantas histórias, as vezes acho que ainda não o conheço bem!
Conheci meu vô com 3 anos de idade, a viagem era longa, lembro bem!
Por isso só conseguia vê-lo uma vez ao ano.
Não era suficiente, mas era melhor do que nada!
E cada minuto ao seu lado, cada carinho, não tinha preço!
Era ele quem me cobria antes de dormir,
E foi ele quem quis brigar com a minha mãe quando ela me deixou morando sozinha!
E a gente chorava toda vez que se falava por telefone, e em cada despedida.
Era... infelizmente não é mais.
Juvêncio Ferreira de Paula, o homem que foi preso jovem por matar um cara,
O delegado que obrigava os casaizinhos a se casar, logo depois de tentarem fugir,
O melhor vô do mundo, que mesmo não tendo o mesmo sangue,
me amou e puxou minha orelha,
Faleceu em junho do ano passado, mas o nosso amor faz com que você continue vivo!
Nesse momento as lágrimas já rolam, e a saudade aperta de novo,
E é impossível disfarçar o arrependimento por não ter passado mais tempo ao seu lado.
Mas fica a certeza de que o nosso amor é real e eterno,
E que independente de onde esteja, eu te respeito, te admiro e prometo
Nunca abandonar a família que só você soube me dar!
As palavras não me faltam, mas acho que já deu pra entender.
Vou ficando por aqui, e encerro com o que é, na minha opinião,
O melhor conselho do mundo, tirado de um texto de Shakespeare;
“Sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.”
sexta-feira, 13 de julho de 2007
domingo, 24 de junho de 2007
De nada querer
De tanto ver o sofrimento
De tanto ver a injustiça
De tanto ver a hipocrisia e a falta de amor
De tanto ver a incompreensão
De tanto ver a ignorância
De tanto ver a vida banalizada...corrompida
De tanto ver o poder medíocre do dinheiro
De tanto ver...de tanto ver...
De tanto ver nós deixamos agir
De tanto ver nos tornamos inanimados
De tanto ver me veio o impulso de escrever
E depois, de tanto escrever
Dei-me conta que isso é tão passivo quanto aquilo
E quando me dou conta...e quando tomo um pouco de ciência
Não tenho vontade de ver mais nada
Nem de escrever mais nada
Nem de fazer mais nada
De tanto ver a injustiça
De tanto ver a hipocrisia e a falta de amor
De tanto ver a incompreensão
De tanto ver a ignorância
De tanto ver a vida banalizada...corrompida
De tanto ver o poder medíocre do dinheiro
De tanto ver...de tanto ver...
De tanto ver nós deixamos agir
De tanto ver nos tornamos inanimados
De tanto ver me veio o impulso de escrever
E depois, de tanto escrever
Dei-me conta que isso é tão passivo quanto aquilo
E quando me dou conta...e quando tomo um pouco de ciência
Não tenho vontade de ver mais nada
Nem de escrever mais nada
Nem de fazer mais nada
Assinar:
Postagens (Atom)